





Premiado em ficção, documentário, experimental e videoclipe, de Bilbao a Cusco, de Goiânia a Belém.
Cineasta capixaba movido a uma obsessão simples: contar coisa séria através do absurdo. Racismo, luto, invisibilidade social, tudo vira ficção estranha o suficiente pra ninguém desviar o olhar antes da hora. Transita sem pedir licença entre ficção, documentário, videoarte e videoclipe, premiado em cada um desses terrenos, porque pra ele gênero é ferramenta, não identidade. Prova mais recente disso é "Pirâmides", seu primeiro longa: primeira ficção científica gravada na Serra, Espírito Santo, e o salto mais ousado da carreira até agora, ao mirar o público infantojuvenil sem abrir mão do mesmo instinto pelo estranho.
Como uma noite de 2006 colando cartaz de show em plena crise da Grande Vitória virou o motor de um curta sobre heavy metal e candomblé.
Meu primeiro curta, feito na faculdade, com equipe amadora, câmera DSLR estreando e a certeza de que ninguém nasce sabendo.
Meu primeiro curta com edital, sobre um maratonista africano que desaparece em plena Vitória. Câmera no capacete e plataforma giratória feita à mão.
Quatro meses de prática, da direção à montagem, com turma pequena e equipamento profissional. Ao final, os alunos produzem um curta exibido no telão do Ribalta. Vagas abertas a partir de agosto.
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Há mais de uma década, Alex Buck usa o cinema como laboratório de linguagem. Construiu equipamentos próprios, uma plataforma giratória feita com um serralheiro, uma câmera escondida dentro de uma geladeira, e mais de uma vez levou o público a confundir seus filmes com a realidade, a ponto de um deles ser banido do YouTube por parecer real demais e virar notícia no maior jornal do estado. O resultado dessa obsessão por experimentar é uma obra com mais de 30 prêmios e seleções em festivais de Nova York a Bilbao, passando por Cusco, Roma e Lisboa. Boa parte desse trabalho nasce de uma pergunta incômoda, como falar de racismo, luto ou invisibilidade social sem recorrer ao óbvio. A resposta, quase sempre, é abraçar o absurdo. Hoje, além de dirigir seus próprios curtas e o longa 'Pirâmides', primeira ficção científica gravada na Serra, Buck também forma novos realizadores, já foi oficineiro de documentário para o Fundo Itaú Social, alcance nacional, e para jovens da periferia da Grande Vitória, além de coordenar um núcleo de criação cinematográfica financiado por edital público. Soma ainda experiência como assistente de direção em quatro longas metragens de gênero, ficção e horror, incluindo um título com distribuição nacional.